do lugar dos outros

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A apresentar mensagens correspondentes à consulta Isabel mendes ferreira ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

desarrumo essa estrela que estala nos teus olhos como alma que se
assopra ao sabor da substância das águas que não sendo lágrimas são a
cal suspensa dos lábios. que sendo casa são delírios que o vento arrasa.

que não sendo corpo é a tua asa sobre um relâmpago que é a nossa chegada.

íngreme o destino do instinto das tuas pupilas. onde me desenhas um
sinal. que sendo recente é antigo. próximo da música longe das estátuas.

que te abrasam como palavras cegas…tão dolorosamente cegas.

e se é ao sul que os animais se estendem ao sol estendo-te a memória.

faz-me um nome. um só que seja. só uma sílaba. tu sabes que a morte é
um grito. sufocado e laço. nó que te desato. para que me sejas o
assombroso movimento de um bicho de seda. distância lenta na tua
pele. sempre adiante.

sempre pálpebra delicada…macio dedilhar onde te cuido a favor do
tempo…taça de espuma selvagem onde te declaro mais puro.
e se disser que te amo? como ilha convulsiva?
e se disser que me és MAIOR na orla das marés e que me invades como um
osso fino…que dirás amanhã…quando o dia te fizer carta ou pássaro?


Os dias do amor – Isabel Mendes Ferreira

quinta-feira, 17 de junho de 2010

.

e foi a luz que te fez sublime dentro da sombra. com a prudência de
um segredo de estátuas.
o pouco efémero é agora regra e mensagem. como se recolhido do
chão fosses mais caminho que caminheiro. e ao lado do visível
dos teus passos mora um ninho de encostas. que te afloro.
pacificamente. e onde me escondo. para sempre.

Isabel Mendes Ferreira – As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar
.

sábado, 18 de outubro de 2008


é tão breve o silêncio quando dizer mais era urgente,
tão frágil o fogo das mãos sobre a pele,
tão lúcido o pensamento quando dizer tudo é pouco.


UM CORPO (SUB)EXPOSTO – Isabel Mendes Ferreira